alemanha, capitalismo, economia, esquerda

Da série citações: Karl Marx (republicado)

[Este é o segundo da série de posts republicados do antigo endereço do blog, ainda no coletivo “O Pensador Selvagem”, que travou completamente. Republico agora porque andou circulando novamente o vídeo do presidente da Nestlé que vai colado aí abaixo. Hoje, os paulistanos entendem bem do que o nosso amigo está falando…]

Karl Marx

Imaginemos agora as quedas-d’água, com as terras a que pertencem, nas mãos de pessoas que são consideradas proprietárias dessa parte do globo terrestre, como proprietários fundiários, e que resolvam excluir o investimento do capital na queda-d’água e sua utilização pelo capital. Elas podem permitir ou negar a utilização. Mas o capital não pode criar por si a queda-d’água. O sobrelucro que se origina dessa utilização da queda-d’água não se origina, portanto, do capital, mas do emprego de uma força natural monopolizável e monopolizada pelo capital. Nessas circunstâncias, o sobrelucro se transforma em renda fundiária, isto é, recai para o proprietário da queda-d’água.

Ou, no original:

7_quedas

Denken wir uns nun die Wasserfälle, mit den Boden, zu dem sie gehören, in der Hand von Subjekten, die als Inhaber dieser Teile des Erdballs gelten’ als Grundeigentümer, so schließen sie die Anlage des Kapitals am Wasserfall und seine Benutzung durch das Kapital aus. Sie können die Benutzung erlauben oder versagen. Aber das Kapital aus sich kann den Wasserfall nicht schaffen. Der Surplusprofit, der aus dieser Benutzung des Wasserfalls entspringt, entspringt daher nicht aus dem Kapital, sondern aus der Anwendung einer monopolisierbaren und monopolisierten Naturkraft durch das Kapital. Unter diesen Umständen verwandelt sich der Surplusprofit in Grundrente, d.h. er fällt dem Eigentümer des Wasserfalls zu.

(Das Kapital, Volume III, seção 6)

Por que lembrei desse trecho? Por causa disto aqui:

Por mais horrendo que seja, não deixa de ter seu lado empolgante poder ver ocorrendo diante dos olhos a produção deliberada de escassez e a geração explícita de rentismo. É bom lembrarmos dessas linhas aí acima enquanto acompanhamos o esgotamento de todos os sistemas que sustentam a possibilidade da (nossa) vida no planeta…

 

Anúncios
Padrão

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s