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É uma crônica, mas pode chamar de Brasil

A história do texto que segue copiado aí abaixo é, vamos dizer assim, tortuosa. Na semana passada, alguém achou na internet o conteúdo da nota de rodapé, essa da imagem, e o espalhou por aí. Achei o caso bem curioso e tratei de procurar a origem.

Resulta que era o livro de crônicas Verdades Indiscretas, de Antônio Torres. O dito Torres, autor mineiro e eventualmente diplomata, era um rival de João do Rio na imprensa carioca do início do último século. Eis uma biografia do referido.

(Quem clicar no primeiro link não pode deixar de ler também o prefácio.)

A nota de rodapé pertencia à crônica “Brasileiros e Estrangeiras”, essa que ponho aí abaixo, na ortografia da época, sem cortes nem comentários, para quem tiver a paciência de ler os ffs e mms repetidos (o que me faz concordar com os portugueses que reclamam da reforma ortográfica: a comunicação intergeracional fica muito, muito, muito prejudicada).

Por que copio a crônica inteira, além da preguiça? Na verdade, é mais pela preguiça, mesmo: há muitos assuntos sérios a tratar, mas não tenho tempo, nem força de vontade para sentar e pensar em algo pertinente para dizer a respeito deles. Por outro lado, muitas das causas mais profundas da seriedade desses assuntos todos (código florestal, violência policial, assassinato de sindicalistas, homofobia, elitismo de Higienópolis…) estão estranhamente resumidas nos parágrafos de Antônio Torres.

Até que ponto o que está escrito aí é galhofa? Até que ponto é sério? Que consciência tem Antônio Torres de ter feito uma radiografia da mentalidade brasileira? O eurocentrismo é falso ou verdadeiro? O autor está mesmo escandalizado com o comportamento lascivo das cariocas, a fronteira até hoje mal resolvida entre a permissividade chula e a rigidez da estrutura familiar patriarcal? O racismo é verdadeiro ou é troça com os Oliveira Viana e Monteiro Lobato da vida?

Na falta de respostas, a crônica “Brasileiros e Estrangeiras” é uma das coisas mais marcantes que já li sobre o Brasil. E não é nenhum tratado…

Brasileiros e estrangeiras, por Antonio Torres

in “Verdades Indiscretas”

Segundo se affirma, ha na nova reforma do Ministerio do Exterior uma disposição hostil ao casamento entre diplomatas brasileiros e mulheres estrangeiras. Por esse dispositivo nao ficam terminantemente prohibidos taes enlaces, mas qualquer diplomata brasileiro, que desejar — como diria o sr. Ruy Barbosa — fazer maridança com mulher forasteira, tera de solicitar licença ao ministro do Exterior.

Ha quem affirme ser perfeitamente inutil semelhante artigo, sobre o seguinte fundamento: a menos que se trate de alguma actriz malafamada, ou de alguma prostituta celebre, que tenha seduzido algum dos nossos diplomatas, estes sempre obterao licença para casar com estrangeiras. Por exemplo: um diplomata nosso pede e obtem licença para casar-se com uma ingleza; como negara o ministro licença a outro que deseje tomar por esposa uma argentina, que esteja em egualdade de condições moraes e sociaes com a ingleza?

Admittamos ainda a hypothese em que o ministro, por antipathia para com certo diplomata, Ihe negue uma licença, embora egual ja tenha sido concedida a outros. O caso e perfeitamente possivel. Nada mais natural do que haver animadversoes entre o ministro do Exterior e seus subordinados, principalmente si o ministro houver sido tirado da carreira diplomatica… Bem pode ser, com effeito, que, entre o ministro e o diplomata em questão, haja havido outrora algum incidente por amor de alguma transferencia ou de alguma promoção em que um tenha sido supplantado pelo outro. O ministro, pois, aproveita-se da situaçao para vingar-se do seu antagonista, fazendo-lhe picuinhas em materia delicada, como e o casamento. Chega a negar-lhe a licença pedida, embora se trate de senhora digna de casar-se com qualquer dos mais gravibundos diplomatas.

Que fazer num caso desses ? Como agir para com semelhante ministro ? Mandar amigos fallar a S. Ex. ? Mas S. Ex. podera dizer a esses amigos, limpando com o lenço as suas lunetas :

— Nao pensem voces que eu queira perseguir o homem. Si Ihe neguei a licença, foi porque tinha motivos. . .

— Mas não pode ser, sr. ministro. Sabemos que se trata de uma senhora honesta. Nos a conhecemos de Paris, de Londres, de Haya…

— Mas nao podem conhecel-a tanto quanto eu, que alias nunca a vi. Sei que ella nao merece a mao, por tantos titulos illustre, do nosso amigo. Tenho informações dos agentes confidenciaes . . .

Desolados, escrevem os amigos ao diplomata :

(Caro F . — O seu caso sentimental, que é, como V. sabe, tambem o nosso caso, complica-se cada vez mais. Estivemos eu e B. com o ministro, que se mostrou inconciliavel a esse respeito. Deve haver por ahi intrigantes interessados em molestal-o, porque, conhecendo como conhecemos a sua noiva e a V. tambem, que jamais commetteria a leviandade de dar o seu nome a mulher que o nao merecesse, passamos pela surpresa de ouvir declarar o ministro que o fundamento da recusa da licença eram informações desfavoraveis a Madame Tres Estrellas, informaçoes que — la o disse S. Ex . — lhe foram mandadas por agentes confidenciaes! Veja si ha, entre os nossos agentes confidenciaes aki, algum que tenha motivo de ressentimento contra V.. Mande-me suas ordens e creia que os seus amigos tudo farao pela sua felicidade, so desejando todos desmascarar os inimigos occultos da sua noiva. Procure V. indagar do grau de relações que por ventura existam entre a familia de sua noiva e o ministro da Hollanda aqui. Não sei porque, ando meio desconfiado deste fidalgo . . . Sempre seu — /4.»

Ora, o diplomata sabe perfeitamente que o ministro da Hollanda nada tem que ver com a attitude do ministro do Exterior ; que na sede da sua legação nao ha agentes confidenciaes do Brasil ; e que sua noiva e respeitadissima ; pelo que, urra de la aos amigos pelo cabo submarino: a. Ministro mentiu : nenhum confidencial aqui ; Hollanda innocente. >

Supponhamos agora que o diplomata seja o que se chama homem de genio forte, e veja sua noiva emmaranhada pelo ministro nesse labiryntho de infamantes insinuações. A tal homem so lhe resta uma saida: pedir licença, ou, ainda sem licença, vir ao Rio de Janeiro, correr ao Itamaraty, cair como um raio no gabinete do sr. ministro e partir a murros uns tres ou quatro dentes a S. Ex., caso os tenha. A saida nao sera das mais finamente diplomaticas, mas, para casos desses, nao vislumbro outra. E os senhores vao ver que o futuro talvez me dê razão: esse dispositivo da reforma ainda nos proporcionara bons pratinhos…

Ha quem ja tenha suggerido adoptar o que se pratica na Inglaterra: prohibição absoluta, para qualquer agente diplomatico, de casar-se com mulher que nao seja ingleza.

A isto se responde, dizendo que:

Primeiro — nao se pode por freio ao coraçao de ninguem;

Segundo — a Inglaterra ja pode estabelecer limitações nesse sentido, ao passo que nós ainda nao estamos em condições de fazel-o.

Com effeito, a Inglaterra tem abundancia de mulheres bellas e aptas a serem boas e leaes companheiras do homem que eleger o seu coraçao; nos ainda nao temos o necessario… O diplomata inglez que, em todo o Reino Unido e no Imperio Britannico, nao encontrar uma mulher a sua feição, ou nao tem sorte nenhuma, ou entao e exigente de mais.

No Brasil, ja o caso e mais complicado. O rapaz que segue a carreira diplomatica passa geralmente tres a quatro e mais annos no estrangeiro. Por la trava elle suas relações familiares; portanto, nada mais natural que se embeice por alguma das moças do paiz e se case com ella. Demos, entretanto, de barato, que o rapaz, depois de quatro annos de ausencia, volte solteiro para o Brasil e queira casar-se com uma patricia. O diplomata, geralmente, nao conhece as moças do interior; e, embora venha a conhecel-as, provavelmente nao querera tomar por mulher uma rapariga bisonha, inexperiente e talvez refractaria ao viver que lhe destina seu marido. Assim, elle tem de escolher esposa por aqui mesmo.

Diz o dictado que quem imagina nao casa; ora, quem imagina alguns momentos a respeito das meninas do Rio, fica sem saber si casa ou nao casa. Ha de haver com certeza por ahi muita menina que, sendo intelligente e interessante, seja tambem honesta; mas nenhuma dellas traz estrella na fronte para distinguir-se das que nao o sao. E que pensar da moralidade domestica dominante numa cidade em que, aos primeiros rebates do Carnaval, saltam para a rua as moças todas, com suas maes e seus paes, com seus irmaos e seus noivos, com as suas irmas menores, a berrar despejadamente dentro de caminhoes, e a cantar coisas tao torpes que o jornaes se veem obrigados a chamar a attenção da policia ? Ninguem quer que as moças e as meninas se vistam de burel e passem os dias em jejuns e cilicios; mas tambem nao se pode permittir que levem a sua liberdade ao ponto de entoar cantigas tao iicenciosas, que nao se usam nem em assembleas de meretrizes, a nao ser que se trate de rebombeiras da mais baixa extracção. De maneira que, ao ver uma menina e ao pensar em casar-se com ella, deve o rapaz interrogar: «Tera esta pequena feito o Carnaval ? Tera cantado o Na minha casa nao se racha lenha ?» (1)

((1) Entre as canções mais em voga durante o ultimo Carnaval (1920), uma havia cuja letra era a seguinte

CAVALHEIROS

Na minha casa nao se racha lenha !

DAMAS

Na minha racha ! Na minha racha !

CAVALHEIROS

Na minha casa nao ha falta d’agua !

DAMAS

Na minha abunda ! Na minha abunda !

DAMAS

Na minha casa nao se pica fumo !

CAVALHEIROS

Na minha pica ! Na minha pica !

E assim por deante…

Estas torpezas, em que a ausencia de espirito se consubstancia com a mais repugnante falta de grammatica, eram cantadas à porfia por moços e moças que se presumem de boas familias. A policia interveio a tempo de impedir que se generalisassem esses miasmas moraes.)

Grave erro sera suppor que os rapazes brasileiros, na sua maioria, desejem casar-se com meninas carnavalescas e levianas. A essas apreciam-nas os rapazes como companheiras de troça; quando, porém, se trata de casamento, buscam outras…

Tenhamos a coragem precisa para reconhecer o seguinte: o systema de educação adoptado para as meninas cariocas, assim como para as de outras cidades grandes do nosso paiz, e pessimo. Essa educação consiste num pouco de musica (piano e canto), algumas lambugens de lingua patria e de francez, dansa, futebol e arte de caçar maridos. A moça estrangeira, sem saber musica e entendendo mediocremente de futebol, sabendo theoricamente muito menos do que a brasileira de beiramar, que e a mais civilisada das brasileiras; a moça estrangeira, como nasceu e foi educada no trabalho em outros centros de cultura e civilisação, sabe trabalhar, sabe defender-se na lucta pela vida e sabe ser esposa seria, grave, solidamente compenetrada assim dos seus deveres como dos seus direitos. D’ahi, a preferencia que vao tendo as estrangeiras (francezas e italianas poucas, inglezas, um pouco mais, argentinas ja algumas, e principalmente as allemans) perante jovens brasileiros. A muitos conheço eu casados com estrangeiras e dao-se a maravilha com ellas e ellas com elles. De varios sei eu, rapazes de boas familias e de boas prendas, bem educados, bem apessoados, alguns ate com dinheiro de seu, que aguardam opportunidade para ir à Europa, onde pensam em casar-se, de preferencia com allemans, que as ha lindissimas, e sao geralmente mulheres muito calmas, muito boas donas de casa e habituadas a ver o mundo atravez das pupillas de seus maridos. As nossas patricias, pois, estao, no terreno sentimental e domestico, ameaçadas de perigosa concorrencia…

O que aqui digo é o que observo e o que ouço a amigos e conhecidos dignos de marca. Nao se trata da mulher do interior, a moça brasileira authentica, muito santa, boa engommadeira, mae maravilhosa, esposa adoravel como enfermeira, mas enfermeira muito insipida para esposa… A mulher de que aqui se trata e a brasileira civilisada. Ora, esta, na concorrencia, tem de ser derrotada pela estrangeira; porque a estrangeira medianamente educada e necessariamente mais intelligente, mais fina e mais civilisada do que a brasileira finamente educada, que traz para o lar, juntamente com a sua educação, uma serie infindavel de preconceitos ancestraes contra os trabalhos caseiros e contra a submissao que todas devem a seus maridos em virtude do direito natural do mais forte sobre a mais fraca. Ha excepções, mas ninguem pode argumentar com excepções, porque estas só servem para confirmar a regra geral. Ahi esta porque muitos rapazes de fina educação se temem de casar-se com as patricias, porque nao sabem o que esta do outro lado do veo… E as moças, que, com a sua desenvoltura e o seu desbragamento carnavalesco, suppoem arranjar bons partidos, vôam lindamente, alegremente, para a sua propria ruina, visto que os rapazes serios, graves, que desejam formar o seu lar honestamente, sem receio de serem victimas do ridiculo e apontados na rua, a dedo, como capricorneos, esses nao se casam com meninas assanhadas; mas, como nao e facil distinguir entre levianas e virtuosas, vao elles, por seguro, preferindo estrangeiras; ate porque, no caso de engano, muito menos doloroso sera para qualquer homem ser trahido por estrangeiras do que por patricias. Isto para os simples mortaes, que nao fazem parte da carreira diplomatica.

Que diremos entao dos diplomatas, que passam annos longe das patricias? Diremos que nao se lhes pode cercear o direito de escolher esposas entre as mulheres honestas dos paizes em que servirem. Demais, o casamento entre brasileiros e estrangeiras só nos pode trazer vantagens, uma das quaes e nao das menos apreciaveis, e a de melhorar a nossa triste raça…

Claro está que, quando eu digo mulheres estrangeiras, entendo alludir a raças fortes e bellas, como a germanica, a anglo-saxonica, a slava e a italica. Em materia de mulheres, como em materia de industrias texteis, nao podemos ainda ser proteccionistas, porque, em ambos estes pontos, o estrangeiro, por enquanto, produz e ainda durante muito tempo produzira mais, melhor e mais barato do que nos. Em questoes de mulheres, so podemos e devemos ser livres cambistas… 

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8 comentários sobre “É uma crônica, mas pode chamar de Brasil

  1. Manoel Galdino disse:

    Mais uma coisa que transparece o Brasil de Hoje é a questão do livro da Ação Educativa que “ensinaria português errado”. Salta aos olhos que antigamente se usasse “si”, e não “se”, “aki”, não “aqui” (este, aliás, estranhamento contemporâneo das comunicações instanâneas via teclados em computadorss, como messenger etc.).

    Excelente a crônica, e a música então, nem se fala. Mas creio que ele fala a sério; na vera, como se diria em Maceió (torcendo um pouco o uso de “na vera”).

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    • Diego Viana disse:

      Bem lembrado, Maceió! Nessa ligação eu não pensei! (Por sinal, o “aki” eu acho um pouco estranho nesse texto…) A partir do momento em que a gramática etimológica foi abandonada, nenhuma gramática mais é justificável plenamente… Interessante pensar nisso, não?

      Eu também desconfio que ele está falando sério na maior parte do tempo, isto é, nas opiniões. Mas ainda resta aquela nesguinha de esperança…

      Abs

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  2. Uma das coisas paradoxais que deve ser corrigida é esse enfastio pelo universo virtual. Ou assume que a mídia dos blogs é algo relevante, além das notas de fofocas e textos apressados, ou deixa-se de usar o blog de forma definitiva. A desculpa de falta de tempo, de “preguiça”, não condiz mais com a vontade dos leitores.

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    • Diego Viana disse:

      Charles! Isso são modos? Se a mídia dos blogs, como você diz, for relevante, então também nela a boa educação é de rigor.

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        • Diego Viana disse:

          É curioso como a lógica do consumidor impregnou nossa vida como um todo. Mesmo quando não estamos vendendo (ou comprando) nada, a relação que se estabelece é de consumo…

          O mais interessante é que minha motivação ao começar o blog foi justamente romper com isso: no jornal, tenho que produzir matérias que nada mais são senão objetos de consumo, ou seja, publicadas a intervalos regulares e voltadas para a satisfação daquilo que os microeconomistas chamariam de “preferências reveladas”… Cheguei a escrever isso há alguns anos, logo no começo do blog: esta é uma ferramenta em que posso estabelecer uma outra relação, sem esse tipo de vínculo formal, sem critérios de mercado, sem truques mercadológicos e por aí vai. Onde o leitor está livre para ir e vir sem sentir que está preso a uma relação de consumo, isto é, de pagamento, que é o que vincula o “produtor” a obrigações de serviço e rendimento.

          Enfim, estou pensando em voz alta, mas o fato de ouvir falar em relação de consumo na caixa de comentários me pareceu a coisa mais curiosa e interessante do mundo.

          E o artigo copiado, que tal?

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          • Ri muito do excerto. Como você bem disse, fica-se sem saber se o autor estava com o semblante rigido ou se sob o bigode (que para escrever assim, deveria impreterivelmente ter um longo e bem tratado bigode) havia um arzinho da mais camarada galhofa. Tendo a acreditar na segunda opção.

            Mas isso é um oximoro. O blog, por natureza, é movido pelo altruísmo e pela vaidade, mas acaba que gera uma responsabilidade de consumidor e produto. Um dos dilemas desse novo veículo de expressão, o que motivou minha brincadeira acima, um tanto como um questionamento velado. Afinal a maioria dos blogs se esconde por debaixo do álibe de “ser só um blog”, algo desprovido de seriedade e efêmero demais para se levar a sério juridicamente.

            Assinei o Le Monde Diplomatique, mais ou menos por causa de você. Visitava o site da revista e me vi cativado. O tipo de posicionamento sóbrio, profundo e desvinculado ao obtuso compromisso de “ser de esquerda”. Vi nos artigos dela a crítica desprendida a partidos que o Tony Judt fazia. Bem além da Carta Capital, e mais ainda que a Caros Amigos. Mas falemos baixo pois maravilhas assim costumam ser conspurcadas pela vulgaridade da fama, e perdem a qualidade.

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  3. Pingback: Adorno e o Carnaval | Blog Pra falar de coisas

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