15 comentários sobre “Morte em Torregaveta

  1. O olhar de quem está morando na Europa é muito mais confiável, ao invés da nossa imprensa que olha tudo de soslaio. Venho também retribuir seu comentário em meu blog, muito obrigado por visitá-lo! Abraço!

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    • Diego Viana disse:

      Inacreditavel e inaceitavel… Ainda bem que tem gente tao desorientada que e capaz de escrever as barbaridades que a maioria das pessoas so pensa… Com isso, ficamos sabendo das coisas mais baixas e perigosas!

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  2. rapaz, este espaço é ótimo! 🙂 me agrada, sobretudo, ver que ainda existe sanidade política.

    obrigada pela visita e comentário (eu não sabia que ovídio um dia foi obrigatório. rsrs, mas como educadora sempre o uso, sem moderação, até mesmo a sua cavalar arte de amar). como chegou ali?

    eu volto 🙂
    beijo.

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  3. Diego, espero que seja tudo, tudo, banalização da morte, individualismo exacerbado, mas, pelo amor de Deus, o racismo à moda nazi, não. Desceremos por essa sarjeta outra vez. Nã há coisa mais irracional do que julgar um ser humano por esse padrão. A xenofobia, o racismo, a intolerância religiosa, será que sobrevive no inconsciente coletivo? Virá de novo do Velho Mundo essa coisa asquerosa?
    O continente que produziu a música de Debussy, a arte de Da Vinci, de Picasso e de Van Gogh, produzir essa bestialidade outra vez.
    Começa pelos romanis, depois os negros, os árabes, os judeus… parem por aí. Não é possível que isso vá se repetir!
    Vade retro!!!

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    • Diego Viana disse:

      Pois e, acho que nao e so racismo nao, acho que e estultificacao da percepcao individual e social, mesmo, o que talvez seja ate pior, por

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    • Diego Viana disse:

      …que abre caminho para tudo, inclusive para o pior tipo possivel de preconceito. Alias, o Edgar Morin deu uma conferencia muito interessante sobre esse assunto, que acabou de ser lancada no Brasil. Chama-se Cultura e Barbarie Europeias.

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  4. Renato Caldas disse:

    Caríssimo Diego,

    Faço um paralelo, ao acontecido em Torregaveta, à gripe suína ou Influenza A, como querem os cientistas.

    Aqui um tremendo alarde, sai Michael entra a influenza e esquece-se do senado, estão de recesso ou seria excesso?

    Daí as manchetes se ocupam, quase que totalmente, em divulgar o incrível número da tragédia que já levou 11 pessoas por aqui.

    Aí acontecem duas coisas, uma parte das pessoas acha pouco só onze mortos até agora, o que as transforma em desumanas.

    Outra parte das pessoas se apavora e se esquece que morrem centenas de pessoas no Brasil de um monte de outras coisas bem mais antigas que a Influenza A.

    O que as transforma em desumanas, afinal só agora é que estão se dando conta da vida promíscua e letal que o mundo moderno nos proporciona.

    Se é que estão se dando conta.

    Quando vi, no aeroporto de Cumbica, numa fila quilométrica de passageiros da American, uma única mulher de máscara branca, pensei: o que ela quer com essa máscara de cozinheiro, mal ajustada na cara? Se proteger ou proteger os outros?

    Ou seria uma espécie de “moda consciente”?

    A ignorância é tanta que chega a ser patética, tem gente tomando 5g de vitamina C e 3 litros d’água por dia com medo da gripe.

    Aí eu pergunto:

    – Você nunca teve gripe antes?

    – Já, mas essa não

    – E qual foi a que você teve?

    – Sei lá gripe comum, não essa

    – E qual a diferença?

    – Essa mata

    – E as outras não?

    Silêncio.

    O camarada da foto, em Torregaveta, falando ao celular do lado dos cadáveres estaria avisando alguém ou relatando a um “brother” um lance muito louco que rolou na praia?

    Nem duvido que tenha tirado uma foto, tiram foto de tudo.

    Concordo com você, imagem não é real, mesmo quando é real é imagem, tudo está no mesmo patamar.

    Recebi uma imagem (vídeo) de um cara sendo eletrocutado em cima de um trem na Índia.

    Outra de um “bandido” com um buraco no peito agonizando e morrendo em seguida na rua.

    Gente sendo atropelada, trem batendo em carro, geleira desabando em cima de turistas, etc, etc.

    Recebo isso direto, com avisos “cuidado”, “cenas fortes”, “impressionante”, “esse já era” e por aí vai.

    São só imagens, são só pontos luminosos numa tela de computador, não é real, então quando é real, é só imagem, pontos luminosos na nossa retina.

    Abraço

    Renato Caldas

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  5. Rafa (ex-Paris, agora Rio de Janeiro) disse:

    Texto muito interessante, Diego.

    Minha humilde reflexão: aqui vemos o hedonismo desmedido de uma sociedade onde o indivíduo só é capaz de viver para si mesmo, agora. Os corpos, ali, uma vez reconhecidos, podem trazer dúvidas, questionamentos, enfim, estragar as férias. Sua realidade física, palpável, é sumariamente ignorada pelo bem da reprodução dessa situação. A exaltação do prazer e do bem-estar individual, tomado coletivamente, se transforma, então, em seu contrário: o maior dos desprezos pela vida de cada um.

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    • Diego Viana disse:

      Grande Rafa, concordo 100%, 200% com o que voce diz ai. Foi exatamente o que eu pensei.

      Como estao as coisas no Rio? Nem sabia que voce estava ai! O que esta fazendo?

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  6. Diego, revidando a visita.
    Embora possa parecer lugar comum, essa indiferença me soa como velhice, preconceito e decadência. Cada sociedade tem os defeitos que merece. E olha que não tem coisa mais sinistra do que o preconceito na velhice – a vida, as gerações e os séculos não ensinaram o suficiente? Lembro de uma frase de Victor Hugo que era mais ou menos: “Já não tenho inimigos são infelizes”
    Se não é decadência é canalhice mesmo.

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    • Diego Viana disse:

      Muita gente interpretou a indiferenca perante a morte das ciganas como preconceito, realmente. Mesmo assim, nao sei se o preconceito chega a um ponto tao extremo… Acho que e mais grave ainda: um embotamento da sensibilidade humana em geral…

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  7. Ôpa, Diego…

    Em 1991, na fronteira entre a Áustria e a Itália, um casal de alemães encontrou um corpo no gelo. Eles contataram as polícias de montanha dos dois países. Os italianos não deram importância, mas os austríacos foram lá e retiraram o cadáver. Pouco depois, descobriu-se que não era um defunto qualquer. Era uma múmia de milhares de anos, valiosíssima para a arqueologia. O homem foi batizado de Ötzi. Contudo, descobriu-se que ele foi originalmente encontrado em solo italiano e os austríacos tiveram que devolver a múmia aos italianos…

    Bem, tudo isso para dizer que esse negócio de recuperar corpos não é com os italianos.

    Só mais uma coisa: há cerca de um ano, meus pais estavam em um hotel em Porto de Galinhas e um banhista idoso infartou e morreu na praia. O SAMU demorou para chegar e o corpo esperou cerca de 6 horas para ser retirado. Mas, segundo meus pais, todos pararam as recreações enquanto o corpo estava lá. Ficou aquele climão.

    Abraço

    Lelec

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    • Diego Viana disse:

      Nao conhecia tao em detalhe a historia de Otzi… esses italianos sao incorrigiveis. E o brasileiro, por outros motivos, tambem. Um corpo na praia durante seis horas??? Deve ter ficado um horror…

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