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No tempo em que a polícia batia

Em tese, um certo sumiço na virada do ano é coisa normal, mas acho que passei do ponto. Não foi por querer que fiquei desconectado durante as últimas semanas, e nesse meio-tempo houve muito assunto para deixar uma palavra por aqui, e não pude fazê-lo. Pouco a pouco, espero retomar o ritmo normal de postagens. O primeiro tema que ficou em suspenso é a continuação do texto sobre Der Baader Meinhof Komplex. E, como demorei tanto, acho que terei de aproveitar para desdobrar o assunto em três. Primeiro, este neste texto, sobre a polícia e os cascudos que só ela sabe dar. Depois, mais dois, não sei ainda em que ordem, mas um falará das músicas que são tocadas no filme e o fenômeno da Indústria Cultural, primeiramente evocado por filósofos, que coincidência, alemães. O outro aproveitará, se é que esse verbo é apropriado num momento como este, o gancho da ofensiva israelense contra o perigosíssimo território de Gaza atrás dos terroristas do Hamas… enfim, o conceito de terrorista é qualquer coisa que precisa de fato ser pensado mais profundamente.

E para ressuscitar este espaço, nada melhor do que um texto que, apesar de indiretamente, recupera alguns pontos que deixei passar em 2008. São efemérides como os quarenta anos de todas as coisas grandiosas que aconteceram em 68 (maio de Sorbonne e Nanterre, agosto de Praga, dezembro de Cinelândia e Brasília), e bem que gostaria de encaixar aqui a morte de Harold Pinter, que eu deveria ter comentado e não comentei, e os centenários de Claude Lévi-Strauss e Manoel de Oliveira… mas não vai ser possível.

Fico, então, com as brigas de quarenta (e um) anos atrás para começar meu assunto. Nem preciso dizer, essa série de eventos interligados são uma das raízes do grupo revolucionário e, mais tarde, terrorista alemão. De fato, Der Baader Meinhof Komplex mostra bem como surgiu o bando: no dia 2 de junho de 1967, durante uma manifestação até então pacífica contra o xá Reza Pahlavi, em visita a Berlim, um policial à paisana atirou pelas costas, ou seja, executou o estudante de literatura Benno Ohnesorg, de 26 anos, pai de uma criança, que morreu no mesmo instante.

Estudantes mortos

Mas Ohnesorg provavelmente não foi o primeiro e certamente não foi o único estudante morto nesse tempo que ficaria conhecido como início dos “anos de chumbo”. No Brasil, tivemos Edson Luís de Lima Souto, de 16 anos, cujo assassinato por um policial acabou resultando na célebre Passeata dos Cem Mil de 26 de junho de 1968. Em 2 de outubro, a famosa guerra da Maria Antônia, entre estudantes da USP e do Mackenzie (esses últimos reforçados por jovens encorpados que eram tudo, menos estudantes) também deixou sua vítima, de nome José Guimarães, secundarista e pintor de 20 anos. As famosas prisões de Ibiúna, a propósito, aconteceram dez dias mais tarde.

No mesmo 2 de outubro, uma manifestação estudantil na Plaza de las Tres Culturas, Cidade do México, foi reprimida pelas forças unidas da polícia e do exército com saraivadas repetidas de balas que deixaram um número indeterminado de mortos. A estimativa mais razoável diz que pereceram 400 pessoas, contando não apenas os manifestantes, mas também as pessoas que apenas passavam pelo local. Aliás, o pequeno incidente não chegou a perturbar o funcionamento das Olimpíadas na cidade, poucas semanas depois. Em fevereiro, dois meses antes do assassinato de Martin Luther King e quatro meses antes do de Robert Kennedy, durante uma manifestação na Carolina do Sul pelos direitos civis, três estudantes foram baleados e mortos por, exatamente, policiais. E por aí vai.

Estudantes e policiais se enfrentaram ao redor do mundo, com ou sem mortes, pelos anos seguintes. Nada, claro, como o 68 que, até hoje, ainda faz muitos olhos brilharem, com a Primavera de Praga, a ocupação das universidades em Roma, as palavras de ordem dos jovens de Nanterre e da Sorbonne, criativos como nem os mais prestigiosos publicitários chegam a ser: “Sous le pavé, la plage” (debaixo das pedras, a praia, numa tradução péssima), “soyez réalistes, demandez l’impossible” (sejam realistas, exijam o impossível), “exagérer, c’est commencer à inventer” (exagerar é começar a inventar). Essa garotada, tão boa com as palavras, cheia de idéias e ideais, encheu Paris de barricadas e respondeu ao gás lacrimogêneo com os paralelepípedos que arrancava do chão. Apanharam, apanharam feio. Tudo acabou voltando ao normal. A prefeitura, prudente, cobriu suas ruas de asfalto. Mas os suspiros dos saudosos ainda ecoam.

Tudo isso para mostrar que foi qualquer coisa, menos um caso isolado, a morte de Benno Ohnesorg, o jovem alemão de sobrenome tão sugestivo. Que foram tempos duros, não se pode negar, mesmo que as causas ainda sejam motivo de disputa. Resta que a violência era disseminada através de um mundo povoado por governos que, dos dois lados da Cortina de Ferro, temiam revoluções; jovens perplexos com a cultura de massas que já dava os primeiros sinais do que seria o sistema de ensino industrial e rasteiro de hoje; trabalhadores que, por um lado, eram seduzidos pela mensagem soviética e, por outro, tinham um poder de reivindicação e de compra sem par; grupos minoritários começando a exigir reconhecimento e direitos, na esteira do sentimento de culpa mundial com o antissemitismo (agora tem que ser assim? Com o s dobrado em vez de hífen?) que conduziu ao Holocausto.

O que parece…

Trocando em miúdos, parece que essa era uma época em que um volume significativo de pessoas estava disposta a brigar, bater e apanhar, fosse por uma causa, pelo reconhecimento de seus direitos, por uma melhor remuneração do trabalho, pela liberdade de expressão, enfim, fosse pelo que fosse. Parece, também, que do outro lado havia uma força de segurança disposta a baixar o sarrafo, em bom português, e jamais recuar. Parece que o Poder, do fundo dos palácios, temia com tanta força ser desalojado que não se importava de soltar a cavalaria e a tropa de choque contra sua própria população. Parece que o direito de se expressar livremente não era considerado com muita seriedade, nem de um lado, nem de outro do Muro de Berlim. Parece que a idéia por trás da polícia, naqueles tempos, não era tanto a de coibir a criminalidade, mas apenas manter as gentes sob controle, como se vê, por exemplo, na caricatura francesa em que um policial do CRS (o batalhão de choque) carrega no escudo a insígnia das SS nazistas.

Por outro ponto de vista, parece que o mundo aprendeu algo desde então. Parece que nos tornamos mais livres e mais conscientes. Parece que a ilusão comunista caiu com a União Soviética e o mundo quase todo obteve o direito sagrado de pensar e desejar as mesmas coisas, sempre. Parece que a polícia não exerce mais aquela função de pôr na linha as pessoas que parecem discordar. E ainda, mesmo que continue violenta e opressiva, parece que as forças policiais estão concentradas em lutar contra o crime ou o que, para a opinião pública, parece crime. Parece que os policiais não são mais assustadores como eram naquele tempo em que, não raro, se comportavam como os fascistas da geração anterior. Parece que as pessoas não têm mais contra o que protestar, resolvidas que estão as contradições do mundo, no grande abraço sensual do consumo e da competição. Parece que a única ameaça para nossa tranqüilidade vem de fanáticos barbudos.

… mas não é.

Acontece que encontrei em algum canto da internet as imagens acima (vi algumas maravilhosas numa exposição do fotógrafo turco Göksin Sipahioglu, mas elas não estão em domínio público). Os distintos homens de gravata que aparecem aí são os temidos CRS que enfrentaram a fúria estudantil da Sorbonne em maio de 68. Lançaram bombas de gás lacrimogêneo, deram bordoadas em rapazes e moças, sendo que no começo nem sabiam ao certo o que estava acontecendo (um policial chega a relatar que a viatura recebia ordens contraditórias no caminho para as barricadas). Foram ironizados pelos slogans dos estudantes e acabaram caricaturados como soldados das SS nazistas, mas deram conta do recado. Nenhuma Bastilha caiu naquela primavera.

Esses sujeitos de olhar fuzilante e ameaçador eram os agentes da opressão nos violentos tempos de nossos pais, em que o equilíbrio do mundo ameaçava ruir por um sopro e a qualquer momento um líder mundial poderia decretar a aniquilação do planeta, como vemos em filmes como Dr. Fantástico (odeio essa tradução). E já que estamos nesse pé, eu me pergunto que aparência têm os agentes da ordem nesses nossos tempos sem “ameaça comunista”, em que os estudantes temem demais o desemprego para pensar em protestos, em que não há mais grupos armados de esquerda ou agentes soviéticos infiltrados. Pois bem, ei-los, os mesmos CRS, quarenta anos mais tarde:

Foram-se as gravatas, os paletós bem cortados, os elmos projetados por alguma estilista, os cassetetes de meio metro. No lugar, o que vemos são máscaras de gás, capacetes grossos, caneleiras acolchoadas, cassetetes com tasers, uniformes ultra-cibernéticos que, se me disserem que ricocheteiam balas, não vou duvidar. Os rapazes da fotografia, que, pensando bem, não deixam um centímetro de pele à mostra e bem poderiam ser andróides – com o perdão da analogia fantasiosa -, não foram enviados para alguma guerra distante, como salvadores do mundo ou dos valores democráticos ocidentais (ideais republicanos, diriam os franceses).

Todas essas imagens foram feitas em Paris, algumas durante manifestações de jovens do subúrbio contra o recentemente eleito Nicolas Sarkozy; outras durante as greves estudantis de 2005 contra uma reforma do sistema universitário que parecia projetada por Bush; e uma única por ocasião de um mui irônico evento em que os CRS foram chamados para dar uma coça nos bombeiros em greve: não parece uma guerra de ciborgues?

Bem se vê por essas imagens que, não, a polícia não está menos disposta a dar bordoadas do que há quarenta anos. Não, não estamos mais razoáveis. Não, o mundo não se tornou mais seguro. Não, o poder não se sente mais garantido. Não, não era apenas como resposta e prevenção ao perigo soviético que a polícia (e as forças armadas, por sinal) estavam de sobreaviso para dar cascudos. Não, as contradições não estão resolvidas. Não, ainda falta muito para que as pessoas deixem de ter contra o que protestar.

Revejo a caricatura dos CRS retratados como agentes das SS e sou tomado por sentimentos contraditórios. Por um lado, o respeito que sempre se deve à História, cujos fatos merecem ser apreendidos em sua própria dimensão, sem o olhar condescendente, mas distorcido, do futuro. Por outro, a impressão de que os batalhões de choque deste início de século são infinitamente mais parecidos com a SS em termos de violência do que os engravatados de quarenta anos atrás.

Por algum motivo, e essa questão é certamente mais importante do que pode parecer, a polícia sabe ser um instrumento de dissuasão até melhor do que naquele tempo. Tem mais poder de fogo, mais proteção e, a julgar pelas imagens em que três ou quatro policiais são necessários para segurar um manifestante, tem também mais efetivo. A princípio, isso parece estranho, considerando que o inimigo, ao que sabemos, abandonou o certame. Estamos carecas de saber que as atenções de quem tem por função “manter a ordem pública” estão há muito voltadas para outra direção, não mais os jovens rebeldes do Quartier Latin, mas os filhos de imigrantes do subúrbio. Já os estudantes, que outrora corriam o risco de se deixar abater em batalhas urbanas, não têm mais a mesma disposição para a briga. Certo dia, topei com alguns que tentaram bloquear a entrada de sua faculdade, ao norte de Paris: bastou a polícia chegar para que eles mesmos desfizessem a barreira. Se algum desses garotos for filho de alguém de 68, é certamente a vergonha da família.

A pergunta passa a ser, portanto: se a polícia não mudou de postura e até a intensificou, o que aconteceu do lado dos estudantes para que eles não se disponham a arriscar o pescoço em barricadas? Por que as tensões não chegam mais às vias de fato, ou antes chegam tão raramente, como foi neste ano na Grécia, cujos estudantes revoltados mereceram os aplausos e muitas pichações de apoio nos muros da França, feitas por estudantes que gostariam muito, mas não têm a mesma força de vontade?

Não tenho resposta para nenhuma dessas perguntas, mas o mero gesto de formulá-las talvez já ajude a esclarecer que há algo de muito profundo que diferencia os jovens de hoje dos de quarenta anos atrás. Eu gostaria de saber, por exemplo, o que fez com que uns fossem de um jeito e outros, de outro. Acho que a resposta passa pela noção de indústria cultural, mas isso, como já mencionei acima, é questão para outro texto.

Para uma lista de slogans de 1968, clique aqui.

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13 comentários sobre “No tempo em que a polícia batia

  1. josaphat disse:

    Também não tenho as respostas. Parece que o enfrentamento está deixando de ser a resposta. Pelo menos, no meu caso, na minha experiência pessoal. E poder-se-ia generalizar para muitas dimensões da vida, não apenas no caso dos protestos estudantis. Parece uma tendência que, lentamente vai se infiltrando em nossa humanidade. O conflito em Gaza é só para criar um contraste. E, além do mais, aquilo ali é o que tem de mais antigo e pesado neste mundo. Até o petróleo, que é uma coisa velha. O mundo é civilizado como nunca o foi antes. Esse ano que passou li, pela primeira vez, Os Miseráveis. Estendi a tua comparação até àquelas revoltas de 1830 que Victor Hugo traz nas páginas de seu livro. Ali, a polícia não dava porrada, matava mesmo. E os jovens estudantes se martirizavam. Era muita ideologia. Ou sei lá, loucura mesmo. Lembro o menino Gavroche saltitando em meio às balas.
    Veja o caso do presidente Lula. Toma porrada da oposição o tempo todo. Não retruca. E as coisas vão dando certo.
    Não sei, mas aquela lei de Newton nunca esteve tão certa. Quando a gente faz força, uma outra contrária aparece, de igual intensidade. Não é algo assim?

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  2. Diego,
    historicamente os estudantes sempre foram usados por grupos, de esquuerda ou direita ou extremistas e tantos outros em situações diversas, como lutas patrioticas, pela liberdade,em protestos honestos ou mil outros motivos serios,bobos ou desonestos, os jovens são idealistas,influenciaveis,um discurso bem engendrado os inflamam, não sei se sou injusto ou apenas alienado, eu particlarmente não sou de me juntar a grupos, partidos ou torcidas, sou frio e calculo bem os riscos e pouco confio em lideres carismaticos, eu por atavismo judaico briguei muito e solo com os “inimigos”, e se enfrentei duas ou três vezes policiais foi em causa propria, é meu jeito, é minha natureza,mas o que sei e no que acredito é quem “anda na chuva acaba molhado”, enfrentamente qualquer que seja o motivo sempre deixa vitimas no asfalto, coisa bobas e idiotas com brigas de torcidas de futebol derramam sangue,e mesmo em familia desavenças muitas vezes são desastrosas,o ser humano é violento, isso é uma verdade absoluta, o dialogo seria desejavel, mas Diego me permita entrar num assunto bastante doloroso pra mim, quando os nazistas deixaram bem claro seus propositos de aniquilar os judeus,entidades judaicas representativas tentaram negociar com os nazistas, os judeus são assim, não são violentos, sempre viveram tentando o entendimentos, e os nazistas conheciam bem a natureza dos judeus, prometiam e não cumpriam, oproveitavam esse aspecto da “covardia” e avançavam civilizados conversando enquanto organizavam friamente com competência a “solução final” e os judeus por serem judeus continuavam a acreditar que os chuveiros eram de fato chueveiros e não camâras de gas, e morreram sem resisitir, e o mundo se pergunta e eu também e Hannah Arendt idem, com podiam perecer milhões sem resistir a “policia SS” e agora que os israelitas são israelenses e combatem são condenados e a midia berra, mas esquecem dos masacres africanos, da Somalia, do tibete…desculpe, me afastei do topico do seu texto…não tenho muito ou como opinar, nunca estive de trás das barricadas
    abraço

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  3. Iosif, todos os massacres são condenáveis, inclusive o que o estado de Israel promove contra os palestinos. Como no caso do massacre de Ruanda e do Sudão, até agora ningupem fez nada para o massacre aos palestinos parar. Acho que a solução adotada por Israel é péssimo para os israelenses. enquanto as experiências dolorosas não se comunicarem, não haverá paz.

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  4. meu caro Tiago,
    existem debates sobre assuntos sem solução, e a luta de Israel com Hamas e Hezbolah talvez seja um deles, guerra significa morte e destruição e nunca jamais a midia alardeou com tanto “gosto” fotos trágicas, o que a mídia nunca fez em relação a outros “terrores”, como a guerra criminosa da França na Argelia,na Indochina,dos horrores no Vietnã, do massarcre dos Curdos,e mesmo nunca condenando os “Aliados” nos bombardeios e masacres das cidades alemãs (e por que não?porque acharam que era uma guerra justa), e as bombas de Hiroshima e Nagasaki? mostrarm fostos de corpos, cadaveres? não, lógico que não, outra guerra justa, e eu como israelita tenho o direito de achar essa guerra de Israel com o Hamas como justa, não como retaliação, mas como sobrevivência, de um lado homens bomba e foguetes do outro tanques, e com israelita choro todas as mortes e sinto na minha alma que o fim será trágico para os israelenses, esse diminuto pais Israel é o ultimo baluarte
    abraço

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  5. Caro Iosif,nada justifica bombardeios a entidades internacionais,como a ONU. Posso estar enganado, mas até agora os procedimentos de Israel foram fermento para o acirramento do conflito. Não parecem buscar a paz. A reivindicação de recuo as fronteiras acordadas em 1967 parece bastante justa.

    Agora, para ser bem honesto, não entendo esados religiosos, isso talvez seja uma deficiência minha, mas prefiro a livre circulação laica de pessoas. Para mim, cidadania devia ser dada pelo nascimento no solo ou para quem trabalha e produz riquezas para uma dada sociedade, não por origens religiosas ou étnicas.

    desculpe-me a ignorãncia e um abraço
    tiago

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  6. Tiago,
    peçoo desculpas ao Diego por abusar do espaço que lhe pertence. mas aproveito a gentileza dele e lhe sou grato pois aqui pessoas educadas que permitem sem agredir expor meu pensamentos “almáticos”, tenho idade suficiennte e bastante cansaço por ter vivido com certeza mais intensamente que muitos e respeitar opinião adversa sem zanga cega.O recuo as fronteira de 1967 foi executado, foram devolvidas as colinas de Golan, ao Egito o deserto de Sinai e pouco tempo atrás com a constituição do Estado Palestino a faixa de Gaza e Cisjordania(ainda não muito definida por causa dos “settlements” dos judeus), e quero lembrar – lhe que a própria Autooridade Palestina sofreu cisão interna, Hamas assumiu Gaza com animozidade,mas continuando,Gazza é um pequinissimo território superlotado e em constante ebulição ali entrincheirado o fanatismo “hamático” sem “território” definido, mesclado a população civil e como em todos os conflitos armados o risco de danos materiais e fisícos são inevitáveis, ONU aceita o risco e não esqueçamos que ONU também é guerreira (Afeganistão) e em Ruando e Congo e ex Jugoslavia colocou tropa pra que? só pra assistir? com que peroposito se não apenas propagandista e agora aproveita sua inoperância pra se fazer de vitima, colocar lenha na fogueira,e finalmente te confesso eu ser inimigo radical de religiões que são causas de todas as guerras, mas meu amigo,essa guera de Israel versus Hamas tem a origem sim na religião, mas agora continuo afirmar é uma luta pela sobrevivência
    abraço

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    • Iosif, temos que ser educados. Brigar por discordância é muito pouco. E se concordamos em algo é na necessidade de se buscar a convivência pacífica entre as pessoas que ocupam aquele território, não é?
      abraço e obrigado pela prosa.

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  7. Pingback: Anotações bestas de um bom fim de semana – Milton Ribeiro

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