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A quem não consegue me ler

Lá vem a primeira pausa na série italiana, que mal começou!

Mas insisto que é perdoável, já que é questão de assunto técnico. Há tempos, quem usa Firefox torce o nariz para mim: este blog aparece deformado, irreconhecível, em suas telas. Diante das queixas, sempre me vi sem resposta. Nada sei sobre o funcionamento dos códigos por trás das páginas. Sou um mero usuário, um neófito, um leigo inocente que meteu o nariz onde não devia. Minha reação normal a problemas como esse é fechar os olhos na esperança de que, ao reabri-los, tudo estará de volta ao normal.

Fechar os olhos e esperar que tudo se resolva sozinho! Parece coisa de criança? Pois que pareça. Pode rir à vontade, mas costuma dar certo. Computadores, entendam, são seres de gênio difícil, como a maioria das coisas que produz a mão plena de emoções do ser humano. Essas pobres máquinas vivem dando problema. O sistema operacional quebra a cada esquina, assim como o editor de texto, o navegador da internet e qualquer outro programa. Faz lembrar um e-mail que andou circulando por aí, em que o presidente da GM (ou seria da Ford? Já esqueci) descreve um universo onde a Microsoft fabrica carros e, em resumo, as panes são regra.

Com isso, as mesmas crises que vêm, vão. Algumas duram horas. Outras, dias. Semanas. Séculos. Existem aquelas que desaparecem quando reiniciamos um programa, ou o próprio computador. Mas tampouco são raras as que persistem. Desde que uso computadores, ou seja, desde sempre, tem sido assim. Qualquer máquina inventava dois ou três problemas com que tínhamos simplesmente de conviver. Ou então… comprar outra. Mas não queríamos desperdiçar dinheiro, nem ter o trabalho de transmitir todos os dados de um para outro. Afinal de contas, esse também traria suas empulhações.

Mas a questão do Firefox versus meu blog simplesmente não queria se resolver. Passaram-se meses e meses, e com eles, as eventuais reclamações do povo que jogou uma banana para a Microsoft. Devo ter passado a impressão de não ligar para os problemas desses usuários, de ser arrogante, surdo, enfim. Mas não é verdade. Apenas, eu não sabia o que fazer. Esperava uma qualquer panacéia cibernética, que restabelecesse a boa ordem. Mas, bom, nada de boa ordem neste blog! Pelo menos para a turma desse navegador cheio de truques simpáticos.

E essas são cada vez mais pessoas. Sempre que aparece um nas minhas estatísticas, temo que ele jamais queira voltar, por conta desse detalhe desagradável (não é um detalhe, na verdade). E eu, que cheguei a acreditar que bastaria cuidar bem do texto para garantir a sobrevivência de minha página. Nada disso, pobre Diego, você se enganou redondamente. A apresentação é fundamental e inescapável. Bem reconheço… Talvez tarde demais.

Dobrando-me aos fatos, fiz o que parecia óbvio: instalei, eu também, o Firefox. E vi o desastre: tudo está alinhado à esquerda, o cabeçalho está bagunçado, a barra lateral vem antes do corpo principal, lá no fundo do universo, escondido por uma série de informações que não interessam a ninguém (infelizmente). Para chegar ao primeiro texto propriamente dito, o visitante que chega a bordo do Firefox é submetido à obrigação, aliás injusta, de descer a barra de rolagem até quase a metade. Se é que terá a paciência.

Acusei o golpe. O desespero me atacou. Suei frio. Mordi as unhas. Projetei-me sobre a página de código, escrita numa linguagem nova que me é menos compreensível que o grego arcaico. Vi-me face a face com todas aquelas barras, aquelas chaves, as letras e números que parecem não dizer nada, mas são perfeitamente legíveis para navegadores e programadores. Tentei uma coisa aqui, outra ali. No Explorer, vi mudanças. No Firefox, tudo seguia idêntico. Donde concluo que só pode ser uma maldição. E já me disseram mais de uma vez: “Engraçado, costuma ser o inverso”. Pois bem, não é o meu caso.

Como já devem estar esperando os mais cínicos, este texto não é apenas o relato de uma relação difícil com a realidade paralela do mundo virtual. Admito sem titubear: é um pedido de socorro. Endereço-o a alguma boa alma, que possa me ajudar a superar este estranho percalço na vida de um editor de blog humilde e boa praça. Pago uma cerveja ao bom amigo. Se for abstêmio, mandarei, pelo correio, bombons de chocolate. Para que tudo volte à normalidade!

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3 comentários sobre “A quem não consegue me ler

  1. Diego Kehrle disse:

    Pois é, acho que não sei bem como explicar o porque da inspiração. Mas, quando comecei a ler os teus textos no Cálculo Renal(até postei pedindo uma sugestão…), foi surgindo uma curiosidade em relação a filosofia…Daí comecei a ler mais sobre o assunto, apesar de ainda não ter lido nenhuma obra inteira. Com o tempo veio também a vontade de escrever, mesmo não sabendo que tipo de assunto eu teria mais desenvoltura pra tratar, se é que tenho alguma, porque fora algumas redações que escrevi nos vestibulares, não tenho prática nenhuma.Mais uma coisa… como eu moro no sertão de pernambuco, cidade pequena, onde praticamente não existe o hábito da leitura(escrever então…), poucas pessoas que conheço fazem isso, ou seja, fico meio que nadando contra a correnteza, blogs como o teu meio que me motivam a continuar… É mais ou menos isso.Abraço!

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  2. Donizetti disse:

    Eu queria poder ajudar… Mas na última vez em que tive um problema assim, só consegui resolver jogando o template fora 😦

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