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Se é tempo de resoluções…

Reveillon

Muito bem, as festas passaram e levaram embora 2006 e parte do meu fígado. Hora de recomeçar a vida depois da esbórnia e do dinheiro esbanjado. Dizem que no Brasil o recomeço só vem depois do carnaval. Quanta maldade… Pena que não seja só mais uma intriga da oposição.

Como aqui tudo é ao contrário, as festas de fim de ano caem bem no meio do semestre. Em tese é bom, porque (ainda em tese) os universitários têm tempo de estudar para as provas com que Janeiro nos brinda logo de cara. Qual! Os franceses não são esses Caxias todos que gostamos de pintar quando pensamos nas laudas e laudas que eles perdem em discussões estéreis sobre assuntos desinteressantes. O resultado é o mesmo que seria no Brasil: nos últimos dias antes das provas, gente ensandecida correndo atrás do tempo perdido nas férias.

Meu caso não será muito diferente: aproveitei esse tempinho livre para viajar um pouco, afinal de contas estou na Europa e não quero mofar em Paris, embora ainda falte uma infinidade de coisas para descobrir por aqui mesmo. Assim, pegamos o trem, a patroa e eu, rumo à Alemanha (se ela descobrir que a chamei de patroa, vou dormir no sofá). Só agora estamos de volta, no limiar das provas finais, sobre as quais tanto terrorismo se ouve (assunto para outro post).

Volto dessa viagem cheio de resoluções. Não sei se são resoluções de viagem ou de ano novo, sei apenas que dificilmente seguirei todas; mas se pelo menos der alguma sobrevida a metade, ou uma parte considerável dentre elas, ou, admito, uma ou duas, está bom demais. Já é uma certa evolução.

Com relação à vida como um todo, bom, tenho várias intenções: arrumar um trabalho que me pague regularmente e em euro, ou seja, algo que me permita comprar no supermercado mais do que aquela carne moída congelada de sempre. É evidente que não se pode querer encontrar em Paris um salário capaz de cobrir o aluguel (talvez seja por isso que o Estado paga parte do aluguel de quase todo mundo…). Mas se der para aliviar, já fico contente.

Também quero visitar todos os pontos turísticos/culturais de Paris que deixei de lado por medo do inverno ou da faculdade. O frio, que sempre detestei, agora tiro de letra: já sou capaz de comemorar (onde já se viu) o fato de os termômetros marcarem temperaturas positivas; eu!, que no Brasil lançava imprecações aos céus quando fazia menos de 15oC. Chega de contar os centavos na hora de entrar no museu d’Orsay. Matisse, Cézanne e Picasso valem o preço, principalmente pelo fato de que pelos próximos poucos meses ainda pago um pouco mais barato no ingresso.

Depois, quero evoluir um pouco na carreira acadêmica, que está um pouco aquém do que poderia, como recentemente descobri. Mas isso, além de ser assunto para outro post, não interessa muito a ninguém além de mim mesmo (se é que alguma das outras coisas que escrevo interessam a alguém).

Por fim, quero reatar algumas amizades que acabei perdendo por causa da distância. Hoje, com o Skype e outras fabulosas invenções cibernéticas, não há desculpa.

Mas o ponto em que eu queria chegar são as resoluções “bloguísticas”, afinal de contas é esse o universo que me une a quem quer que tenha acidentalmente vindo me ler. Vamos a ela:

1) Voltar a escrever com regularidade. Não precisa ser todo dia, mas pelo menos umas três vezes por semana. Um pouco de disciplina não faz mal a ninguém, embora um excesso seja insuportável.

2) Recuperar o leque de assuntos. Por exemplo, a seção Gemäldegalerie, que não recebe atenção há tempos, mas tem material acumulado. Visitei não poucos museus nesse meio-tempo, anotei nomes de certos pintores que desconhecia mas adorei, e outros de cuja existência tinha esquecido. Gostaria de comentar alguns, pelo prazer de compartilhar meus pontos de vista, como fazia nos tempos áureos deste blog. Tem também a seção diálogos, a seção “leia, não veja”, a seção “pipoca no escuro” e tantas outras, abandonadas ao ponto de se apagarem da minha memória.

3) Dedicar-me a um certo anedotário sobre os franceses. Tenho observado várias pequenas coisas divertidas, que merecem menção. Nada de muito opiniativo: nem só de pão vive o homem, mas tampouco só de consciência crítica. Se eu me esquecer disso, por favor alguém me cobre.

4) Essa é a mais importante: quero escrever uma série de posts sobre este minha última viagem. Não um único texto com todo o percurso, mas um para cada. Com um curto histórico das regiões, dicas de coisas para fazer, opiniões sobre as cidades e assim por diante. Tirei algumas fotos, nada de muito maravilhoso, mas elas existem e podem ser úteis, por que não? Só não me cobrem, façam o favor, um grande domínio dessa arte: não sou fotógrafo, só diletante (como em quase todas as outras áreas).

Eis aí um resumo das minhas resoluções para 2007. Ou para o pós-viagem. Mas agora tenho que limpar toda a casa, que deixei vergonhosa antes de viajar (foi corrido, mereço um desconto) e enfiar a cara nos livros para lembrar tudo que tinha aprendido no semestre mas, cáspite, esqueci durante as curtas férias. Desejem-me boa sorte.

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3 comentários sobre “Se é tempo de resoluções…

  1. a comentarista disse:

    Boa sorte!! rssssÉ verdade, estando na Europa, nao se pode deixar passar a oportunidade de viajar e conhecer o máximo de países possíveis, é um aprendizado sem igual.feliz 2007!

    Curtir

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